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Exagerar a importância econômica da indústria

Uma das estratégias utilizadas pela indústria do tabaco para influenciar processos políticos é exagerar sua própria importância econômica, produzindo e disseminando dados sobre empregos, contribuições fiscais e outros indicadores.1

Argumentos relacionados à arrecadação tributária, por exemplo, são historicamente utilizados por setores da indústria do tabaco para pleitear uma redução da carga tributária de suas mercadorias. A justificativa é que impostos mais baixos permitem a redução do preço, tornando os produtos legais mais competitivos em relação aos ilegais. Isso estimularia a migração do consumo do mercado informal para o formal, que recolhe impostos.2

No entanto, a própria experiência brasileira mostra uma realidade diferente. No fim dos anos 1990, houve de fato uma redução da tributação. Mas, em vez de subir, a arrecadação caiu, porque as empresas diminuíram pouco — ou, em alguns casos, até aumentaram — o preço dos cigarros.3 Além disso, as evidências mostram que aumentar impostos para elevar o preço dos produtos fumígenos é a medida isolada mais eficaz para reduzir o consumo.

Um potencial aumento na arrecadação também tem sido usado como argumento para pressionar pela legalização da produção e do comércio de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) no Brasil. Em 2024, a PMI Impact — iniciativa da Philip Morris International — financiou um estudo realizado pela Escola de Segurança Multidimensional do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo, que estimou que o Brasil poderia deixar de arrecadar R$ 7,7 bilhões em impostos estaduais e federais em 2025 devido ao comércio ilegal de DEF.4 5

Além de alegações como essas serem frequentemente superestimadas, elas também ignoram os impactos econômicos negativos do uso de produtos fumígenos.1 No Brasil, apenas em 2015, o tabagismo foi responsável por 156,3 mil mortes, 229 mil infartos agudos do miocárdio, 59,5 mil acidentes vasculares cerebrais e 77,5 mil diagnósticos de câncer. Isso teve um custo total de R$ 56,9 bilhões — quase R$ 40 bilhões com assistência à saúde e cerca de R$ 17 bilhões em custos indiretos devido à perda de produtividade por morte prematura e incapacidade.6 7 Em comparação, a arrecadação fiscal pela venda de derivados do tabaco no país naquele ano foi de aproximadamente R$ 13 bilhões.6

No contexto das discussões sobre mudanças na regulamentação dos DEF no Brasil, um estudo encomendado pela BAT Brasil à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estimou que a legalização poderia gerar mais de 100 mil empregos no país, a maior parte deles na agricultura.8 No entanto, a produção de DEF demanda menos folhas do que a fabricação de produtos combustíveis e, segundo cálculos do site O Joio e o Trigo baseados em dados de documentos internos da fabricante de cigarros eletrônicos Juul, menos de 100 produtores rurais seriam suficientes para abastecer a demanda projetada pela BAT em um cenário de legalização dos dispositivos no país.9

Esses exemplos indicam que os argumentos econômicos mobilizados pela indústria do tabaco seguem um padrão de supervalorização de benefícios e omissão de custos, tanto econômicos como sociais. Por isso, decisões regulatórias e políticas públicas precisam ser baseadas no interesse público e protegidas de interesses comerciais da indústria do tabaco, em linha com o Artigo 5.3 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (QCCT).10

 

Por Raquel Gurgel / Cetab

16/05/2020

Por conta das ações de prevenção à Covid-19, o Vale do Rio Pardo tem vivenciado uma alteração completa na rotina em sociedade, situação que se verifica também no Estado e no País. As medidas de restrição à mobilidade da população não foram adotadas de forma esporádica em um lugar ou outro, e o crescimento no número de infectados e de mortes nas grandes cidades evidencia que as preocupações, nem aqui, nem na Itália, na Alemanha ou nos Estados Unidos, não eram em vão. Os especialistas em Saúde sabiam com o que estavam lidando: é preciso, sim, prevenir-se, e é preciso, sim, de parte da autoridade pública, zelar pelo bem da população. De toda a população, uma vez que o governante atua por todos, e não por um grupo que o tenha eleito.

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15/05/2020

Prefeito de Venâncio Aires avalia transferência da edição deste ano da COP

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15/05/2020

Webinar: Dispositivos eletrônicos para fumar e tabagismo em tempos de pandemia | 07.05.2020

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15/05/2020

Philip Morris doa R$ 75 mil para hospital de Venâncio Aires: O fundo especial em apoio ao Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), de Venâncio Aires, recebeu esta semana o maior valor já doado à instituição. A empresa Philip Morris Brasil fez o repasse de R$ 75 mil. A iniciativa é resultante de uma articulação entre a Administração Municipal e o deputado federal Marcelo Moraes (PTB). O parlamentar intercedeu junto à empresa santa-cruzense pelo apoio financeiro para o HSSM, que atende a comunidade local, assim como da microrregião.

Fonte: http://www.gaz.com.br/conteudos/regional/2020/05/15/165671-philip_morris_doa_rs_75_mil_para_hospital_de_venancio_aires.html.php

 

14/05/2020

A

Produtos de tabaco Perspectivas, análises do mercado 2020 e relatório de pesquisa de impacto pandêmico COVID-19 previsto para 2026

Atualmente, o surto de COVID-19 está ocorrendo em todo o mundo. Este relatório cobre o impacto do vírus corona nas principais empresas em crescimento no setor de Produtos de tabaco.

Este relatório de pesquisa é categorizado como o principal fornecedor no mercado Produtos de tabaco e também fornece um estudo abrangente da análise de impacto do Covid-19 do mercado por tipo (Cigarro, Charuto, Outro),

aplicativo (Doméstico, Comercial) e por regiões como (Américas, APAC e EMEA).

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11/05/2020

YOU TUBE : Apresentação da PMB feita durante o webinar "Comitê de Crise e Responsabilidade Social em tempos de pandemia" promovida pela Câmara de Comércio Suíço-Brasileira, com a participação de Rafael Wortman, diretor jurídico da Philip Morris Brasil.

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08/05/2020

Um trabalho conjunto entre a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e a Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social (Sudis) está atendendo os povos e comunidades tradicionais do Paraná, que também são impactados pela pandemia do novo coronavírus.

Desde a semana passada, o Governo do Estado está distribuindo 9,4 mil cestas básicas para comunidades quilombolas, indígenas, ciganos, pescadores artesanais, caiçaras e faxinalenses.

A logística para a entrega, que atinge povos e comunidades que vivem em locais mais afastados, também conta com a parceria das coordenadorias regionais e municipais da Defesa Civil, das prefeituras e de empresas como a Adorno Transportes e a Souza Cruz, que disponibilizaram os caminhões que ajudam no transporte dos alimentos. Para chegar às ilhas, por exemplo, é necessário inclusive o uso de barcos.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=106892

 

08/05/2020

Setor do tabaco solicita flexibilização para manter fábricas operando As indústrias estão cumprindo todas as recomendações estipuladas pelas autoridades competentes no combate ao Coronavírus

Referência

SETOR do tabaco solicita flexibilização para manter fábricas operando. Agrolink, 8 maio. 2020. Rio Grande do Sul, Disponível em: https://www.agrolink.com.br/noticias/setor-do-tabaco-solicita-flexibilizacao-para-manter-fabricas-operando_433 . Acesso em: 10 jul. 2020.

Fonte: https://www.agrolink.com.br/noticias/setor-do-tabaco-solicita-flexibilizacao-para-manter-fabricas-operando_433698.html

 

07/05/2020

Para ajudar as famílias de estudantes da rede municipal de ensino em situação de vulnerabilidade social, a Secretaria de Educação de Santa Cruz do Sul recebeu mais um auxílio significativo nessa quarta-feira, 6. A Philip Morris Brasil doou 10 toneladas de alimentos. A secretária Juliana Bach recebeu os donativos dos representantes da empresa no município – a gerente de Qualidade, Rochele Martins, e o gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, Eduardo Schmitt.

Fonte: http://www.gaz.com.br/conteudos/regional/2020/05/07/165346-secretaria_de_educacao_recebe_mais_10_toneladas_de_alimentos.html.php

 

02/05/2020

Base da economia do Vale do Rio Pardo, a cadeia produtiva do tabaco esteve no centro de diversas discussões nos últimos anos no Brasil. Esses debates, sempre complexos e extensos, costumam colocar em confronto as organizações antitabagistas e autoridades sanitárias com as lideranças políticas das regiões produtoras, os agentes da indústria e os representantes dos agricultores.

Referência

A GAZETA esteve lá: na audiência da Anvisa, em Brasília. Gaz, Rio Grande do Sul, 2 maio. 2020. Disponível em: http://www.gaz.com.br/conteudos/geral/2020/05/02/165151-a_gazeta_esteve_la_na_audiencia_da_anvisa_em_brasilia.html.php Acesso em: 08 jun. 2020.

Fonte: https://www.gaz.com.br/a-gazeta-esteve-la-na-audiencia-da-anvisa-em-brasilia/

 

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