
Na idade entre 16 a 19 anos, a proporção de experimentadores do narguilé é elevada, estando também associada à idade escolar e ao período em que se estuda. O uso do narguilé também é variável entre diferentes culturas. Porém, apenas recentemente chegou aos bares e restaurantes brasileiros, atraindo a atenção dos adolescentes e jovens por proporcionar um aspecto de socialização, devido à possibilidade do uso simultâneo por várias pessoas. Com a popularização desta prática entre os jovens, no ano de 2013, o narguilé acabou virando tema da ação de prevenção pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). O presente estudo justifica-se pela importância do tema relativo aos jovens usuários de narguilé e a preocupação da comunidade científica e médica em relação ao uso abusivo do tabaco em forma de narguilé, associado dessa maneira com várias patologias em potencial. O presente estudo objetivou avaliar e analisar a influência das redes sociais para o início e continuidade da utilização do narguilé por estudantes adolescentes de Foz do Iguaçu-PR. Para alcançar este objetivo foi aplicado um questionário estruturado autoaplicável baseado no Vigescola (Vigilância de Tabagismo em Escolares) e no Global Youth Tobacco Survey (GYTS) a estudantes adolescentes do ensino médio de cinco escolas públicas e uma escola privada do município de Foz do Iguaçu-PR. Trata-se de uma pesquisa descritiva de natureza quantitativa. No total, 300 estudantes responderam o questionário e a prevalência de usuários de narguilé foi de 76%, que haviam experimentado pelo menos uma vez, enquanto 24% nunca utilizaram. A idade dos entrevistados que experimentaram pela primeira vez ficou entre 12 a 15 anos (41%). Constatou-se que adolescentes que usam narguilé apresentam significativamente (p<0,0001) mais amigos que também usam narguilé e maior frequência de compartilhamento de narguilé com seus amigos. O local de preferência para utilização foi a casa de amigos (50%). Conclui-se que o percentual de adolescentes do ensino médio que utilizam o narguilé é elevada e a pesquisa indica que a rede de amizades influencia o início do uso. Espera-se que esse estudo sustente novas investigações sobre essa temática e que possa contribuir para ações eficazes de prevenção ao uso de narguilé por adolescentes.
MARQUETTI, Maria da Glória Karan. Análise da influência das redes sociais no consumo de narguilé por adolescentes residentes Em Foz do Iguaçu-PR. 2017. 75 f. Dissertação (Mestrado em Sociedade, Cultura e Fronteiras) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2017. Disponível em: https://tede.unioeste.br/bitstream/tede/2930/5/Maria_Marquetti_2017.pdf. Acesso em: 28 abr. 2025.
