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Rebatendo críticas

12/01/2026

A febre das canetas emagrecedoras e seus riscos podem até ter roubado os holofotes. Mas, encobertos por uma névoa conhecida e que chegou até a ser vendida como símbolo de liberdade e salvação, os vapes avançaram em silêncio. Entre vapores aromatizados e promessas leves como fumaça, os dispositivos eletrônicos conquistaram um feito nada etéreo: depois de quase duas décadas de queda consistente, conseguiram empurrar para cima o número de fumantes no Brasil. O país que virou vitrine internacional no combate ao tabagismo agora assiste ao retorno de um velho conhecido — dessa vez, embalado em menos fumaça e mais vapor, repaginado, moderninho, colorido e com cheiro de fruta. Dados preliminares do Ministério da Saúde,apresentados pela pasta em um evento da pasta em Brasília, apontam um crescimento de 9,3% para 11,6% na proporção de adultos fumantes entre 2023 e 2024. Esse é o primeiro salto desde 2006 e a maior proporção de fumantes nos últimos 11 anos.

Referência

ENCARNAÇÃO, Ismael. Explosão do consumo de vapes reverte avanços históricos no combate ao fumo: Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam um crescimento de 9,3% para 11,6% na proporção de adultos fumantes entre 2023 e 2024. Metro 1, Bahia, 12 jan. 2026. Diponível em: https://www.metro1.com.br/noticias/jornal-da-metropole/175586,explosao-d.... Acesso em: 12 jan. 2026.

 

05/01/2026

deputado estadual Airton Artus fez uma defesa enfática da cadeia produtiva do tabaco e da sua importância econômica e social para o Vale do Rio Pardo e para o Rio Grande do Sul. Em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da Arauto News, o parlamentar criticou o que chamou de visão ideológica e desconectada da realidade por parte de setores do governo e de organismos internacionais, especialmente no contexto das discussões da 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde para o Controle do Tabaco, realizada em novembro, em Genebra.

Referência

SILVA, Nícolas da. “Vamos parar com a hipocrisia e deixar de ser burros”, diz Airton Artus ao defender produção de tabaco. Portal Arauto, Rio Grande do Sul, 26 dez. 2025. Disponível em: https://portalarauto.com.br/26-12-2025/vamos-parar-com-a-hipocrisia-e-de.... Acesso em: 5 jan. 2026.

 

19/05/2025

Nos últimos anos, os cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como “vapes”, conquistaram uma fatia significativa do mercado, especialmente entre jovens e adultos em busca de alternativas ao cigarro tradicional. Contudo, enquanto as campanhas publicitárias ressaltam a imagem moderna e “menos prejudicial” desses dispositivos, especialistas em saúde alertam para os riscos reais e, muitas vezes, ocultos associados ao seu uso.

Referência

SILVEIRA, Leonardo. Ameaças invisíveis: os perigos do cigarro eletrônico. Radar Geral, 22 fev. 2025. Disponível em: https://radargeral.com.br/artigo/ameacas-invisiveis-os-perigos-do-cigarr.... Acesso em: 14 jul. 2025.

 

02/05/2025

No dia 24 de abril de 2024, entrou em vigor a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter o veto aos cigarros eletrônicos no país. A agência reguladora renovou, mais uma vez, uma decisão tomada há 16 anos: proibir a comercialização e fabricação de produtos de risco reduzido no consumo de nicotina, como cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e sachês de nicotina.

Referência

VETO aos cigarros eletrônicos completa um ano: consumo de jovens é resultado de falta de regras. Veja, São Paulo, 2 mai. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/veto-aos-cigarros-eletronicos-completa-.... Acesso em: 12 mai. 2025.

 

28/04/2025

Background Cigarette packs are a form of advertising that distributes brand information wherever smokers go. In the 21st century, tobacco companies began using onserts on cigarette packs to communicate new advertising messages to smokers. Methods We reviewed tobacco industry documents dated 1926 to 2017 to identify how the tobacco industry developed and used onserts in marketing and to serve the industry’s political and legal objectives. Results Onserts added to cigarette packs became a more cost-effective way for brands to market in the year 2000. Manufacturers then began studying them, finding that new messages were appealing, while repeated messages were ignored. By 2005, tobacco companies were using onserts to effectively communicate about new tobacco products and packaging changes. They also used repeated ’corporate responsibility’ messages that were, according to the industry’s own research, likely to be ignored. Conclusions Tobacco companies have expanded on cigarette pack-based advertising. Twenty-first century onserts simultaneously seek to increase sales using materials that are novel, attractive and provide independent value, while undercutting public health messages about the risks of tobacco use using materials that repeat over time and are comparatively unattractive. Health authorities can use this industry research to mandate onserts to communicate effective health messages

Referência

DORIE, Apollonio; STANTON, Glantz. Marketing with tobacco pack onserts: a qualitative analysis of tobacco industry documents. Tobacco Control, 2019; v. 28, p. 274-281. Disponível em: https://tobaccocontrol.bmj.com/content/tobaccocontrol/28/3/274.full.pdf. Acesso em: 28 abr. 2025.

 

28/04/2025

A Philip Morris International (PMI) gastou milhões de dólares para dizer ao público que deseja alcançar um “mundo sem fumo”. Pesquisadores da STOP analisaram essa afirmação e fizeram duas perguntas: 1. As ações da PMI correspondem a sua retórica? 2. Devemos confiar na PMI para reduzir os danos da epidemia de tabagismo que ela causou? Por meio de nossa extensa pesquisa de informações publicamente disponíveis, dados de analistas do setor e documentos corporativos, concluímos que a PMI está viciando as pessoas em seu produto IQOS porque seu negócio de cigarros está sob ameaça. A sobrevivência da empresa depende de fisgar uma nova geração de usuários, incluindo jovens, em seus produtos.

Referência

VÍCIO a qualquer custo: Verdade sobre a Philip Morris International. STOP, [s.l.], 2025. Disponível em: https://exposetobacco.org/pt/vicio-a-qualquer-custo/. Acesso em: 12 maio 2025.

 

09/02/2025

Alto nível de nicotina em cigarros eletrônicos no Brasil, todos ilegais e sem controle sanitário, é fruto de uma proibição de fachada.

Referência

ANHEZINI JUNIOR, Lauro. Quem responde pelo descontrole dos vapes? Folha de São Paulo, 9fev. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/quem-responde-pelo-descont.... Acesso em: 28 maio 2025.

 

06/02/2025

Documento com a relação do TOP 10 de interferência da indústria do tabaco.

Referência

“TOP 10” Estratégias da Indústria do Tabaco no Brasil em 2024. Cetab/Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro, 6 fev. 2025.

 

03/02/2025

A indústria tabagista vende a ilusão de que os cigarros eletrônicos ajudariam fumantes de cigarros convencionais a largarem o tabaco. Os dispositivos funcionariam, assim, como uma espécie de ferramenta para redução de danos: em vez de fumarem cigarros, que sabidamente causam uma série de doenças e cujos usuários vêm diminuindo nas últimas décadas, os fumantes poderiam optar por um produto que potencialmente faria menos mal à saúde até conseguirem abandonar de vez a adição. 

Referência

VARELLA, Mariana. Trocou tabaco pelo 'vape'? Cigarros eletrônicos têm altas taxas de nicotina. Uol, São Paulo, 18 dez. 2024. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/mariana-varella/2024/12/18/trocou.... Acesso em: 24 mar. 2025.

 

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