
A cadeia produtiva do tabaco teve suas atenções voltadas ao Panamá durante a COP 10. Comitiva de líderes das regiões brasileiras identificadas com o segmento esteve no país da América Central para acompanhar as tratativas. A Gazeta se fez presente, a exemplo de várias edições da COP que tiveram cobertura em suas plataformas de conteúdo. Tanto a imprensa da região do tabaco como a representação do setor não obtiveram acesso ao ambiente das discussões.
BLING, Romar. Veja o que fica da COP 10 e da MOP 3 para ser debatido: conferência que aconteceu entre os dias 10 e 15 de fevereiro levantou importantes temas de reflexão; confira. Gazeta do sul, Rio Grande do Sul, 18 fev. 2024. Disponível em: https://www.gaz.com.br/veja-o-que-fica-da-cop-10-e-da-mop-3-para-ser-deb.... Acesso em: 26 fev. 2024.

Um grupão privado de produtores de tabaco no Facebook virou alvo da influência da indústria do cigarro, a qual tenta convencer agricultores a pressionar pela liberação de cigarros eletrônicos (os chamados vapes). A meta é engajá-los contra novas restrições ao produto debatidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
NAKAMURA, Pedro. Em grupão no Fcebook, indústra do cigarro empurra lobby do vape para fumiculores: agroinfluencer parceiro da Philip Morris tenta engajar agricultores contra potenciais novas restrições ao cigarro eletrônico pela Anvisa. Núcleo, [s.l.], 8 fev. 2024. Disponível em: https://nucleo.jor.br/reportagem/2024-02-08-lobby-vape-grupao-facebook/. Acesso em: 4 mar. 2024.
Usuários do X (antigo Twitter) desmascararam, com o recurso de Notas de Comunidade, anúncios da Philip Morris que defendem a liberação do cigarro eletrônico. As publis não deixavam claro que a fumageira norte-americana estava patrocinando a campanha, batizada de "Quero Escolher". As notas de tuiteiros ressaltaram o conflito de interesses.
NAKAMURA, Pedro. Publis da Philip Morris no X foram desmascaradas por checagens de usuarios. Núcleo, [s.l.], 7 fev. 2024. Disponível em: https://nucleo.jor.br/curtas/2024-02-07-publis-vape-philip-morris-notas-.... Acesso em: 31 mar. 2025.

Estabelecidas em várias partes do Sul do Brasil, as propriedades produtoras de tabaco existem, em sua maioria, nas regiões de colonização germânica nos 3 estados.
FARDIN, Iuri. Bicentenário: o tabaco foi uma base econômica para as colônias. Gaz, Rio Grande do Sul, 4 fev. 2024. Disponível em: https://www.gaz.com.br/bicentenario-o-tabaco-foi-uma-base-economica-para.... Acesso em: 14 out. 2024.

O diretor global de pesquisas da BAT (British American Tobacco), James Murphy, concedeu entrevista ao editor sênior do Poder360 Paulo Silva Pinto, em 31 de janeiro de 2024. A entrevista foi por videoconferência. disse que a indústria defende regras mais restritivas para o uso de cigarros eletrônicos. Hoje esse tipo de produto tem o uso permitido em 32 países, incluindo EUA, Canadá, Europa, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Murphy concedeu entrevista por videoconferência na 4ª feira (31.jan.2024). No Brasil, os cigarros eletrônicos são proibidos desde 2009 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que analisa a possibilidade de regulamentação. Uma consulta pública sobre o tema estará disponível até 6ª feira (9.fev). Qualquer pessoa pode fazer contribuições.
PODER Entrevista: James Murphy, diretor global de pesquisas da BAT. Poder 360, São Paulo, 4 fev. 2024. 1 vídeo (19 min), online, son., color. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KSFIcJP3Pws. Acesso em: 14 out. 2024.

Alexa Addison se lembra de como eram os vapes quando ela estava no ensino médio. O cigarro eletrônico dominante era o Juul, um retângulo fino e preto com cantos afiados que lembrava um pen drive. Quando Addison, de 19 anos, começou a faculdade na Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, no ano passado, o vape que ela estava acostumada havia mudado. Ela viu muitos de seus colegas de classe brandindo Elf Bars, cigarros eletrônicos de cores vivas que pareciam caixas de AirPods, com chaminés levemente inclinadas para inalação.
VAPES ganham formas de brinquedos e cores para atrair a geração Z; médicos falam dos riscos. O Globo, Rio de Janeiro, 13 nov. 2023. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2023/11/13/vapes-ganham-formas-de.... Acesso em: 25 mar. 2024.

Uma mulher senta-se em uma cadeira e fala diretamente para a câmera com um tom sério e sincero. “Todos podemos ver que as evidências mostram que o vape ajuda os fumantes a parar, que o vape não está criando uma epidemia entre os jovens, que o vape não leva ao fumo, que os sabores são básicos e que a nicotina não é ruim.” Seu nome é Jessica Harding, e ela é diretora de engajamento externo na Knowledge-Action-Change, uma organização que recebeu fundos da Fundação para um Mundo sem Fumo, Inc., uma ONG americana que recebeu mais de US$400 milhões da Philip Morris International nos últimos sete anos, segundo revelou a investigação transnacional Redes de Nicotina.
PÉREZ, María. Dinheiro do tabaco financiou indiretamente “notícias” sobre vape – até no Brasil. Agência Pública, [s.l.], Disponível em: https://apublica.org/2024/01/dinheiro-do-tabaco-financiou-indiretamente-.... Acesso em: 29 jan. 2024.

O dinheiro da indústria do tabaco está financiando grupos pró-vaping e influenciadores na América Latina, ao mesmo tempo que a indústria, enfrentando o declínio do uso de cigarros e um futuro financeiro incerto, busca maior aceitação de sua mais recente geração: os produtos de nicotina sem fumaça. Porém, esse fluxo de dinheiro está longe de ser direto. Frequentemente, os valores passam por vários intermediários, com a Fundação para um Mundo sem Fumo, Inc., uma organização sem fins lucrativos sediada nos EUA, atuando como nó central.
PÉREZ, María. Na batalha para liberar vapes, a influência secreta do dinheiro da indústria do tabaco. Agência Pública, [s.l.], 16 jan. 2024. Disponível em: https://apublica.org/2024/01/na-batalha-para-liberar-vapes-a-influencia-.... Acesso em: 29 jan. 2024.

O avanço do lobby das tabagistas se refletiu em uma piora na pontuação do Brasil no Índice de Interferência da Indústria do Tabaco de 2023, que mede o quanto a indústria influi nas políticas públicas de um país. O Brasil registrou 66 pontos, oito a mais do que em 2021, em uma escala de 0 a 100, e ficou na 59º posição entre os 90 países. Para as organizações responsáveis pela versão brasileira do índice, além de uma melhora no trabalho de monitoramento, influenciou na piora do ranking a atuação de ex-diretores da Anvisa e políticos contratados pela indústria na discussão sobre os DEFs, entre outros fatores. O índice é formulado pela ACT – Promoção da Saúde e pelo Observatório de Monitoramento das Estratégias da Indústria do Tabaco, ligado à Fiocruz.
OLIVEIRA, Rafael; SCOFIELD, Laura; FEIFEL, Bianca. Como a indústria do tabaco pressiona a Anvisa para vender vapes: Empresas repetem estratégias do passado para tentar convencer consumidores e órgão regulador. Agência Pública, [s.l.], 19 jan. 2024. Disponível em: https://apublica.org/2024/01/como-a-industria-do-tabaco-pressiona-a-anvi.... Acesso em: 29 jan. 2024.

A imagem pode ser impactante, além de ser um péssimo hábito, perigoso para a saúde: crianças entre 5 e 12 anos de idade fumando cigarros incentivadas pelos pais, que acompanham tudo de perto, seguindo uma antiga tradição portuguesa
ARAM, André. Em festa tradicional de vila portuguesa, crianças fumam cigarros por 2 diasa. UOL, [s.l.], 11 jan. 2024.Disponível em: https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2024/01/11/a-excentrica-tr.... Acesso em: 25 mar. 2024.