Uma lei que compromete a competitividade do cigarro brasileiro no mercado internacional pode estar prestes a ser alterada, um projeto para modificar o decreto-lei 1.593, de 1977, que determina que os cigarros sejam acondicionados apenas em embalagens com 20 unidades. Um projeto de lei em tramitação no Senado pode apertar ainda mais as restrições à comercialização e ao consumo de cigarros no Brasil e até interferir na produção de tabaco. Os aditivos foram proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011, mas uma liminar obtida pelo Sinditabaco suspendeu os efeitos da resolução. O principal risco dessa proibição envolve o tabaco da variedade burley, que necessita de aditivos e está presente em quase a totalidade dos cigarros vendidos no Brasil. O que mudaria? Publicidade em locais de venda, Embalagens padronizadas, Proibição de aditivos e Proibição do consumo de cigarros em veículos.
GARCIA, Pedro. Quatro desafios no caminho da cadeia do tabaco. Portal do Tabaco, Santa Cruz do Sul, RS, 19 Mai. 2018. Disponível em: http://portaldotabaco.com.br/quatro-desafios-no-caminho-da-cadeia-do-tabaco/ Acesso em: 25 jun. 2018.
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, irá propor que a indústria do tabaco deixe de financiar os programas da entidade contra o trabalho infantil, sugerindo meios alternativos para que esses esforços possam ser mantidos no futuro.
OIT propõe fim de apoio de tabacarias em luta contra trabalho infantil. UOL, [s.l.], 9 mar. 2018. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/efe/2018/03/09/oit-propoe-fim-de-apoio-de-tabacarias-em-luta-contra-trabalho-infantil.htm Acesso em: 25 jun. 2018.
Como várias outras “plantas ritualísticas”, o tabaco, no início da civilização, não era objeto de consumo de massa, mas algo sagrado: seu uso era prerrogativa exclusiva dos sacerdotes. Já ao redor de 1000 a.C., segundo arqueólogos, os sacerdotes maias e astecas sopravam a fumaça do tabaco em direção aos pontos cardeais. Seu objetivo era entrar em contato com as divindades do Norte, Sul, Leste e Oeste e fazer-lhes a oferenda do tabaco. A nuvenzinha do tabaco, “imaterial”, exatamente como deveria ser uma entidade espiritual, era um importante instrumento religioso.
TABACO: História de um vício mortal. Revista Planeta, São Paulo, 18 out 2017. Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/tabaco-historia-de-um-vicio-mortal/. Acesso em: 10 jul 2024.
O estudo buscou analisar a política de controle do tabaco no Brasil de 1986 a 2016, sendo adotados três eixos de análise. No primeiro, explorou-se a adesão dos países à ConvençãoQuadro para Controle do Tabaco (CQCT) e a implantação das medidas da Convenção no cenário mundial, com foco na América Latina. No segundo eixo, analisou-se a trajetória da política brasileira de controle do tabaco, considerando o contexto, processo e conteúdo da política. O terceiro eixo consistiu na análise da dinâmica de funcionamento da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ). A pesquisa baseou-se em contribuições das perspectivas da economia política, da análise das políticas públicas e do institucionalismo histórico. O estudo compreendeu as seguintes estratégias metodológicas: revisão bibliográfica; pesquisa e análise documental; análise de bases de dados secundários; observação direta de eventos nacionais da política; e realização de entrevistas semiestruturadas com atores-chave. Em relação à adesão e implantação da CQCT na América Latina, os resultados evidenciaram uma alta proporção de Estados Partes na região que adotaram as medidas preconizadas pela CQCT, com destaque para Brasil e México. No entanto, constatou-se uma heterogeneidade da situação de implantação das ações entre os países. A análise da trajetória da política brasileira de controle do tabaco permitiu constatar a estruturação do controle do tabaco no país a partir dos anos 1980, sendo a implementação da CQCT no Brasil, a partir de 2006, fundamental para a expansão e consolidação da política nacional. No entanto, interesses econômicos limitaram a implementação de algumas ações estratégicas. A sustentabilidade da política e a superação de limitações referentes à diversificação em áreas plantadas de fumo, ao combate ao comércio ilícito de cigarros e à interferência da indústria do fumo apresentaramse como os principais desafios. A análise da atuação da CONICQ evidenciou a sua relevância como uma instância estratégica de coordenação governamental da política, apresentando grande complexidade de interação entre órgãos influenciados por diferentes interesses, opções políticas e níveis de engajamento com o controle do tabaco. Apesar de sua legitimidade institucional, constatou-se que a atuação da CONICQ sofre limitações por fatores internos e externos àquela instância. Por fim, ressalta-se que a sustentabilidade da PNCT se configura como o principal desafio a ser destacado. A manutenção do tema na agenda do setor saúde de forma prioritária e a expansão de medidas legislativas, educativas, de comunicação e de regulação contínuas são fundamentais. O enfrentamento dos interesses econômicos relacionados à indústria do tabaco é determinante para assegurar avanços em áreas ainda frágeis. A garantia de financiamento das diversas medidas e a busca de avanços nos diversos setores são condições essenciais para a sustentabilidade da PNCT como política intersetorial. A continuidade e consolidação da política de controle do tabaco em médio e longo prazos também dependem da persistência de um marco institucional amplo que norteie a atuação do Estado na proteção social, consoante com as diretrizes do Sistema Único de Saúde, em que as necessidades sanitárias se sobreponham aos interesses econômicos.
O artigo analisa os conflitos existentes na cadeia produtiva do tabaco no Brasil e as estratégias historicamente estabelecidas por cada agente. Para tanto, interpretamos a cadeia produtiva do tabaco como um campo de disputas. Como ferramentas metodológicas realizamos revisão bibliográfica e entrevistas semiestruturadas. Dentre os resultados, constatamos que, em geral, os agentes do campo tabagista assumem três tipos de estratégias: 1) a defesa do campo; 2) posições estratégicas intermediárias ponderando disputas históricas que consideram posições conflituosas no campo; 3) posições contrárias ao próprio campo do tabaco.
MENGEL, Alex Alexandre; AQUINO, Silvia Lima de. A cadeia produtiva do tabaco como campo de disputas. Mundo Agrario, Argentina, vol. 18, n. 38, p. 1-21, 2017. Disponível em: https://www.mundoagrario.unlp.edu.ar/article/view/MAe057/8563. Acesso em: 7 ago. 2023.

A Lei de Prevenção ao Tabagismo e Controle do Tabaco de 2009 proibiu a caracterização de sabores diferentes do mentol nos cigarros, mas não restringiu seu uso em outras formas de tabaco (por exemplo, sem fumaça, charutos, narguilé, cigarros eletrônicos). Uma análise transversal dos dados da Onda 1 de 45.971 adultos e jovens dos EUA, com idade ≥12 anos no Estudo de Avaliação da População do Tabaco e Saúde (PATH) coletado em 2013-2014, foi realizada em 2016. Este estudo examinou a prevalência e razões para o uso de produtos de tabaco aromatizados; a proporção de usuários de tabaco que relatam que seu primeiro produto era aromatizado; e correlatos do uso atual de produtos de tabaco aromatizados. O uso atual de produtos de tabaco aromatizados (incluindo mentol) foi maior entre os jovens (80%, com idades entre 12-17 anos); e adultos jovens usuários de tabaco (73%, com idade entre 18 e 24 anos); e mais baixa em usuários de tabaco adultos mais velhos com idade ≥65 anos (29%). O sabor era a principal razão para o uso de um determinado produto do tabaco, principalmente entre os jovens. Oitenta e um por cento dos jovens e 86% dos adultos jovens usuários de tabaco relataram que seu primeiro produto era aromatizado contra 54% dos adultos com idade ≥25 anos. Em modelos multivariáveis, relatar que o primeiro produto de tabaco de uma pessoa era aromatizado foi associado a uma prevalência 13% maior do uso atual de tabaco entre os jovens usuários de tabaco e uma prevalência 32% maior do uso atual de tabaco entre os adultos já usuários. Esses resultados aumentam a base de evidências de que os produtos de tabaco aromatizados podem atrair usuários jovens e servir como produtos iniciais para o uso regular do tabaco.
VILANTI, Andrea et al. Flavored Tobacco Product Use in Youth and Adults: Findings From the First Wave of the PATH Study (2013–2014). Am J Prev Med, Reino Unido, v. 53, n. 2, p. 139-151. 2017. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5522636/pdf/nihms859968.pdf. Acesso em: 26 jul. 2021.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), lança uma campanha inédita para alertar a população e autoridades sobre a relação entre o aumento de impostos e incentivo ao crime organizado e ao contrabando de cigarros. A cada novo aumento na taxação sobre esse produto, o similar contrabandeado do Paraguai fica mais competitivo e rentável para as facções criminosas. Estes grupos, com o lucro obtido com as vendas do cigarro contrabandeado financiam as atividades de tráfico de drogas e armas, roubo de cargas e de automóveis.
“O CRIME agradece” é o lema da campanha que alerta: aumento de impostos é um grande incentivo para o contrabando. ETCO, São Paulo, 16 maio 2016. Disponível em: https://www.etco.org.br/noticias/o-crime-agradece-e-o-lema-da-campanha-q.... Acesso em: 9 ago. 2023.
Produtores, escolas e parceiros do programa Alcançando a Redução do Trabalho Infantil pelo Suporte à Educação (Arise), uma parceria Público Privada entre a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Japan Tobacco International (JTI) e a Winrock International , receberam no fim de abril o Diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, e a representante da OIT em Porto Alegre, Márcia Soares.
OIT fomenta ações para erradicação do trabalho infantil no Rio Grande do Sul. OIT, Brasília, 11 mai. 2016. Disponível em: http://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_480357/lang--pt/index.htm Acesso em: 25 jun. 2018.

Notícia sobre a criação de um cigarro eletrônico "seguro". Além da divulgação do novo produto pela British American Tobacco, cientistas alegam que este cigarro é 95% mais seguro.
REILLY, Nicholas. Cientistas desenvolvem cigarros eletrônicos "seguro"com tabaco fresco. Metro, Reino Unido, 7 mar. 2016. Disponível em: https://metro.co.uk/2016/03/07/scientists-develop-safe-e-cigarette-with-.... Acesso em: 7 maio 2021.
Publicação do INCA. Cigarros eletrônicos: o que sabemos?Cigarros Eletrônicos: o que sabemos? INCA, 2016.