Lobby das indústria de tabaco conseguem evitar a retirada dos aditivos dos cigarros já há cinco anos no Brasil. A resolução 14/2012 da Anvisa sofre até hoje o lobby das indústrias de tabaco, inicialmente tentaram adiar a audiência pública realizada pela ANVISA que tinha como objetivo o debate sobre a proibição do uso de aditivos nos cigarros, com a estratégia de mandarem centenas de milhares de “contribuições” à resolução, sendo que a maioria eram envelopes vazios ou com as mesmas propostas repetidas, exigiram também que a audiência pública fosse adiada e transferida para um ginásio. Depois que a regulamentação finalmente passou, a indústria foi à Justiça e conseguiu uma liminar que há quatro anos impede a retirada dos cigarros com aditivos do mercado. Isso apesar de estudos provarem que esses aditivos são cancerígenos e de o país ter se comprometido internacionalmente a fazer algo sobre o tema.
HÁ 5 anos lobby do cigarro consegue evitar retirada de aditivos cancerígenos no Brasil. Gazeta do Povo, Paraná, 10 jan. 2017. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/caixa-zero/ha-5-anos-lobby-do-cigarro-consegue-evitar-retirada-de-aditivos-cancerigenos-no-brasil/ Acesso em: 1 fev. 2017.
Documento traduzido da Foundation for a Smoke-Free World que apresenta dados sobre o tabagismo no Brasil. A fonte apresenta erros como a alegação de que é permitido venda de cigarros eletrônicos no Brasil, além de contradições sobre o comércio legalizado dessa tipologia de fumo e seus produtos relacionados.
FOUNDATION FOR A SMOKE-FREE WORLD. Situação do tabagismo no Brasil. New York, EUA, 2018. Disponível em: https://www.smokefreeworld.org/sites/default/files/field/country-profile-translations/brazil-portuguese.pdf Acesso em: 28 nov. 2018.
O Brasil gastou com o tratamento de doenças causadas pelo tabaco cerca de R$ 21 bilhões de reais, sendo que 83% desse valor foi gasto com doenças cardíacas, pulmonar obstrutiva crônica, cancer de pulmão e acidente vascular cerebral. Diante da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a proibição de aditivos ao cigarro, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontou que em 2010 a indústria recolheu R$ 9,3 bilhões de tributos e gerou receita de R$ 4,1 bilhões. "Não concordamos com o número apresentado por eles de arrecadação. Mesmo assim, é mais do que a metade do gasto com doenças", afirma Paula Johns. Para Romeu Schneider, da Camara Setorial do Tabaco, "os números não refletem a realidade".
FORMENTI, Lígia. Brasil gasta R$ 21 bi com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco. Estadão, São Paulo, 31 mai. 2012. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-gasta-r-21-bi-com-tratamento-de-doencas-relacionadas-ao-tabaco-imp-,880230 Acesso em: 8 nov. 2014.
Notícia que trata da questão dos aditivos mentolados em cigarros como uma ação que propicia a entrada dos jovens ao fumo, segundo Scott Gottlieb, comissário da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, em inglês). Contudo, o mesmo considera que os cigarros eletrônicos são mais seguros do que os comuns, apesar de ainda não haver estudos comprobatórios quanto aos reais riscos desse modelo de fumo.
Edney, Anna. Mentol em cigarros é `problema significativo', segundo FDA. Uol, São Paulo, 13 nov. 2018. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/11/13/mentol-em-cigarros-e-problema-significativo-segundo-fda.htm Acesso em: 26 nov. 2018.
Voto em separado do senador Gladson Cameli, sendo contra o projeto de lei nº 769, de 2015do senador José Serra, que discorre sobre a padronização das embalagens de cigarro bem como a proibição do uso de aditivos que confiram sabor ou aroma a esses produtos.
CAMELI, Gladson.Voto em separado - PLSnº 769, de 2015. Câmara do Senado, Brasília, DF, 6 abr. 2016.Disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/124339.Acesso em: 13 jun. 2016.
Notícia que apresenta dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto aos dados de mortalidade, cerca de 6 milhões de pessoas por ano, vítimas do consumo de produtos de tabaco. em complemento, também apresenta algumas informações quanto a efeitos nocivos, dentre os quais:modificação no hálito, irritações na gengiva, facilita o surgimento de cáries e altera as papilas gustativas. Além disso, aumenta o risco de desenvolver câncer de boca, no pulmão, coração e problemas na circulação.
BUENO, Chris.Cigarro mata 6 mi por ano; conheça mitos e verdades sobre a droga. UOL, São Paulo, 31 mai. 2014. disponível em: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/05/31/seis-milhoes-morrem-por-ano-por-causa-do-cigarro-conheca-mitos-e-verdades.htm Acesso em: 26 nov. 2015.
Artigo de opinião: Como a Política Nacional de Controle do Tabaco pode ajudar no enfrentamento da Pandemia Covid-19?
Revista internacional sobre tabaco que apresenta notícias sobre a questão do trabalho infantil e de organizações como a Imperial Tobacco e a Universal Leaf Tobacco.
No mas! Tobacco International,Estados Unidos, jun./ago. 2014. Disponível em: http://catalog.proemags.com/publication/b48bb0f8#/b48bb0f8/2 Acesso em: 17 mai. 2016.
Altera dispositivos da Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas.
BRASIL. Lei N. 10.167 de 27 de dezembro de 2000.Altera dispositivos da Lei no 9.294, de 15 de julho de 1996, que dispõe sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígenos, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas.Presidência da República, Casa Civil, Brasília, DF, 27 dez. 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L10167.htm Acesso em: 1 abr. 2015.
Relatório de atividades de responsabilidade social corporativa da indústria de tabaco Souza Cruz.
RELATÓRIOS 1999. Souza Cruz,Rio Grande do Sul, 1999.